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Caverna Mágica

A Caverna Mágica

Era uma vez uma mulher que morava numa casinha modesta, ao pé de uma montanha onde havia uma grande floresta. Tinha um filho a quem amava muito.
Em um certo dia de verão, a mulher levou o filho para colher morangos. Colheram tantos quantos puderam. Mas, tão logo a mulher encheu a cesta, viu abrir a porta de uma grande caverna diante dela. Enormes pilhas de ouro brilhavam no chão, e uma mulher muito velha guardava o tesouro.

- Entre, boa mulher - disse a velha. - Leve quanto ouro puder pegar de uma só vez.
A mulher entrou na caverna e, segurando o filho pela mão, pegou um punhado de moedas de ouro, guardando-as no avental. Mas o toque do ouro despertou uma enorme cobiça e, esquecendo o filho, pegou mais dois punhados de moedas e saiu correndo da caverna.
No mesmo instante, ouviu um estrondo atrás dela.
- Mulher infeliz! Perdeu o seu filho até o próximo verão! - gritou a guardiã do tesouro.
A porta da caverna se fechou e a criança ficou presa lá dentro.
A pobre mulher torceu as mãos, desesperada, chorou e implorou, mas não adiantou. Foi para casa sem o filho. Voltou todos os dias ao lugar, mas a porta nunca mais se abriu, e ela não conseguiu mais encontrar a caverna.
No ano seguinte, no dia que completaria um ano sem o filho, ela acordou bem cedo e foi correndo ao lugar. Ao chegar, encontrou a porta aberta. As pilhas de ouro brilhavam no chão, e a velha guardiã ao lado, cuidava do tesouro. Ao lado delas estava o menino.
- Entre, boa mulher - convidou a guardiã - Leve quanto ouro puder pegar de uma só vez.
A mulher entrou na caverna e, sem sequer olhar para o ouro, agarrou o filho, tomou-o nos braços e saiu rápido da caverna.
- Boa mulher - disse a velha - leve o menino para casa, pois agora seu amor é maior que a cobiça.  
A mulher voltou para casa com o menino e o amou mais que o ouro pelo resto da vida.
Adaptado do livro "O Livro das Virtudes II - O compasso moral"

Ambição e Ganância


"A Galinha dos Ovos de Ouro
Ambição X Ganância

Um camponês e sua esposa possuíam uma galinha, que punha todo dia um ovo de ouro.
Supondo que devia haver uma grande quantidade de ouro em seu interior, eles a mataram para que pudessem pegar tudo.
Então, para surpresa deles, viram que a galinha em nada era diferente das outras galinhas.
O casal de tolos, desse modo, desejando ficar ricos de uma só vez, perderam o ganho diário que tinham assegurado.

Um caçador ambicioso é aquele sujeito que anseia veemente alcançar a meta de caça que colocou para si - e superá-la. Já um caçador ganancioso é aquele que quer ter mais caça do que todos os outros caçadores, nem que, para isso, tenha que usar de artimanhas e insensatez.

O segredo da felicidade segundo a ciência


Editora Globo

O segredo da felicidade é uma preocupação cada vez mais importante na era moderna, já que o aumento da estabilidade financeira proporciona a muitos a oportunidade de se concentrar no crescimento pessoal. Uma vez que já não somos mais caçadores preocupados em encontrar a próxima presa, procuramos viver nossas vidas da melhor maneira possível. 


A busca da felicidade é uma epidemia mundial — em um estudo com mais de 10 mil participantes de 48 países, os psicólogos Ed Diener, da Universidade de Illinois, e Shigehiro Oishi, da Universidade de Virginia, descobriram que pessoas de todos os cantos do mundo consideram a felicidade mais importante do que outras realizações pessoais altamente desejáveis, tais como ter um objetivo na vida, ser rico ou ir para o céu. A febre da felicidade é estimulada em parte pelo crescente número de pesquisas que sugerem que, além de ser boa, a felicidade também faz bem — ela está ligada a muitos benefícios, desde maiores salários e um melhor sistema imunológico até estímulo à criatividade. 

A maioria das pessoas entende que a felicidade verdadeira é mais do que um emaranhado de sentimentos intensos e positivos — ela é melhor descrita como uma sensação plena de “paz” e “contentamento”. Não importa como seja definida, a felicidade é parcialmente emocional — e por isso está ligada à máxima de que cada indivíduo tem um ponto de regulação, como um termostato, definido pela bagagem genética e a personalidade de cada um. 

A felicidade verdadeira dura mais do que uma dose de dopamina, por isso é muito importante pensar nela como algo que vai além da emoção. A sensação de felicidade de cada um também inclui reflexões cognitivas, tais como quando você ri — ou não! — da piada do seu melhor amigo, ou quando analisa o formato do seu nariz ou a qualidade do seu casamento. Somente parte desta sensação tem a ver com o que você sente; o resto é produto de um cálculo mental, em que você computa suas expectativas, seus ideais, a aceitação daquilo que não pode mudar e inúmeros outros fatores. Assim, a felicidade é um estado mental e, como tal, pode ser intencional e estratégico. 

Não importa qual seja o seu ponto de regulação emocional, seus hábitos diários e suas escolhas — da maneira como você lida com uma amizade até como reflete sobre decisões em sua vida — podem influenciar o seu bem-estar. Os hábitos de pessoas felizes foram documentados em estudos recentes e fornecem uma espécie de manual a ser seguido. Aparentemente (e paradoxalmente, é preciso dizer), atividades que causam incerteza, desconforto, e mesmo uma pitada de culpa estão associadas às experiências mais memoráveis e divertidas das vidas das pessoas. As pessoas mais felizes, ao que parece, têm vários hábitos não-intuitivos que poderiam ser considerados como infelizes. Ou seja, nem tudo aquilo que os livros de auto-ajuda defendem que pode te fazer feliz tem parcela significativa na sua felicidade. A felicidade pode vir de onde menos se esperava. Duvida? Que bom, isso significa que você tem grandes chances de ser feliz. Confira a seguir como. 

Fonte: por Todd B. Kashdan e Robert Biswas-Diener | Ilustração: Nik Neves
 Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/ Revista/Common/0,,EMI341920-17773,00-O+SEGREDO+DA+FELICIDADE+SEGUNDO+A+CIENCIA.html> Acesso em: 23 de fev. 2017.

A arte de ser feliz


"Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz. Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz. Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."
Cecília Meireles
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